Mototaxistas

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Data: 05/03/2010 - Hora: 09/00

Local: Macapá

Autos preços e insegurança deterioram serviço de mototáxi Reinaldo Coelho Os preços exorbitantes cobrados por condutores credenciados e a falta de segurança das motos dirigidas por clandestinos estão inviabilizando o serviço de mototáxi em Macapá. Os usuários reclamam que os mototaxistas legalizados cobram até R$ 7 por uma corrida na área urbana, quando a tabela da EMTU estipula o preço em R$ 3. Os credenciados alegam que a tabela está defasada, assim como os preços das peças de reposição aumentaram bastante nos últimos dias. Para complicar ainda mais o quadro, os permissionários justificam que a manutenção das motos consome boa parte do dinheiro arrecadado durante o dia. O próprio repórter sentiu o problema no bolso. Numa corrida do bairro do Laguinho (Igreja São Benedito) até a Praça da Bandeira, pagou R$ 4, quando a tabela estipula R$ 3. O detalhe: o prestador do serviço é das famosas “amarelinhas”, que integram a frota dos regularizados pela Prefeitura de Macapá. Para interagir sob a lei da oferta e da procura, os clandestinos estão “baixando” os preços. Em alguns casos, os condutores indagam o destino e já informam o valor da corrida. Mas na maioria das vezes, eles só informam o preço quando a pessoa chega ao destino final. O vendedor Mário Castro diz que os mototaxistas são seletivos na cobrança. “Eles têm um valor certo para as corridas, porém definem o preço pela cara e roupa do cliente, Mas sempre acima dos três reais”, critica. Castro observa que, às vezes, os passageiros sem outra opção de transporte são obrigados a pagar o preço abusivo cobrado pelos mototaxistas. O presidente do Sindmoto-AP, Alex Bittencourt, disse que o fato não é do conhecimento da entidade. “Numa reunião dos sindicalizados foi ventilada a possibilidade de aumento da tabela de preço. Porém, a questão deverá ser debatida com a EMTU”, esclareceu. Sobre os preços, Alex afirmou que deve ser combinado com o passageiro antes da corrida. Mas assegurou que as corridas de três reais estão impraticáveis, diante do alto preço do combustível, sem falar nas tarifas pagas à EMTU. “Os clandestinos não têm que pagar nada, por isso cobram mais barato. Os regularizados recolhem anualmente quase mil reais, entre taxas, retirada de carteira e seguro”, comparou. O sindicalista disse que apenas 700 condutores estão cadastrados, e a prioridade é credenciar outras motos. “Em Macapá, estima-se em torno de três mil clandestinos, que prejudicam a categoria”, reclamou. Dois projetos de lei sancionados pela prefeitura, em 2009, estão podem melhorar os serviços de táxi e mototáxi. Segundo o prefeito Roberto Góes, com a assinatura da lei, mais 1,5 mil concessões serão emitidas para mototaxistas. Motocicletas não oferecem segurança Outro motivo de reclamação é a falta de segurança no transporte sobre duas rodas. Muitas motocicletas estão desgastadas pelo uso constante e sem manutenção adequada. Os Capacetes de segurança são outro problema, que se agrava com os uniformes dos condutores, que não apresentam mais as caracterizações oficiais, mas apenas patrocínios de empresas locais. O sindicato da categoria informou que o governo do Estado, através da Adap, já financiou mais de 400 motos de sindicalizados, objetivando a renovação da frota. A lei determina que motocicletas devem ser trocadas de oito em oito anos. Quanto ao uniforme será adotado um colete oficial obrigatório aos sindicalizados. “O colete será entregue exclusivamente aos mototaxistas credenciados, já foi testado pelo Inmetro, é refletivo, sem condições de ser comprado no comercio”, informa Bitencourt. Também será distribuído pelo sindicato um novo capacete com design que possibilita a visão total do rosto dos condutores e passageiros. “Isso trará mais segurança à sociedade e evitará que os meliantes se façam passar por taxistas, em assaltos que recaem sobre os pais de famílias honestos que se dedicam ao trabalho”.